sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Poemas esparsos de Lêda Selma

Verdadeiramente livre é a felicidade:
tem o tamanho do sonho de cada um.
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É preferível o silêncio das dores guardadas
e a solidão das saudades envelhecidas
ao rastro indolor do nada.
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No fingimento da verdade inteira,
repartida na mentira em despedaços,
sou poeta.
Dos sonhos dos insanos e insones.
E dos bêbados sem sonhos.

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Todo coração é alcova e sepultura.
Nele, vive um amor,
sobrevive uma ferida
e sofre uma saudade.

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