sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Diário da Manhã - 15/1/2012

CURIOSIDADES À PARTE...


Lêda Selma


Ah! não vou mesmo, de jeito maneira, nem que a coruja ria, o galo chie e o elefante mie! Tem graça Ir ao consultório de um dermatologista e deparar-me com aquela pele desfavorecida de viço, marcada por acne, manchas? E endocrinologista farturento, ou seja, com mais carne do que osso, mais banha que espaço? Nem pensar! Isso vale para o cardiologista. Para este, no máximo, manequim tamanho ‘M’! Agora, pneumologista arfante, com tosse, ixe! Pernas, pra que te quero?!

Não se trata de brincadeira, apenas, constatações como a do angiologista com veias enormes ramificadas pernas afora. Convenhamos, no mínimo, constrangedor! Mas de causar descrença, digno de desconfiança, o médico ler o laudo e, só depois, ver o RX, a tomografia, a ressonância... Feiíssimo, hem, doutor?! Que Deus me resguarde de suas vistas, amém! E psiquiatra com tipo e trejeitos de paciente? Bem, fazer o quê?! Afinal, onde encontrar um sem tais características? Se não houver outra saída, ó Cristo, por piedade, proteja minha cabeça!

Nenhuma implicância com a classe médica, não, não, nada disso (Deus me segure o ímpeto!). Tanto que mudarei o foco. Alguém se entregaria aos cuidados de um dentista, ou seja, odontólogo (mais chique e moderno, apregoam), cujos dentes escuros ou avariados lhe sorrissem um riso amarelo? Francamente! E quem contrataria os serviços de um advogado que, de cara, todo prosa e cheio de propriedade, alardeasse: sou adevogado! Confiança zero! E só mesmo o santo protetor dos ouvidos aviltados para salvá-los de um colapso auditivo fatal!

Pois é, que cada qual capriche em sua estampa de apresentação. As aparências, às vezes, enganam, porém, não raro, também revelam. E espantam.
Curioso: todo profissional carrega suas peculiaridades e ‘tiques’. Um exemplo, a mania do cardiologista: apalpar, com os dedos, o pulso de quem está ao seu lado. Proctologista, ginecologista... Hã?!

Dizem as línguas viperinas, aquelas de palmo e meio, que o cirurgião já cumprimenta o paciente com o bisturi na mão. As queixas do doente? Depois de combinada a cirurgia, recebem atenção, ora! Eu, hem?!

Mas há os exageros, ah! e quantos?! Minha mãe – hum, que saudade! – contou-me que, nos confins do sertão baiano, certa senhora, acometida de forte dor no joelho, marcou hora no consultório do ortopedista. Atendente mal-humorada, espera longa, calor a dilatar poros e impaciências, e a dor, ali, imperativa, a zanzar pelo joelho, a escorregar perna abaixo, enfim, um sofrimento de dar dó! Finalmente, a consulta. Sentado, o médico, sisudo, olhar acocorado sobre a ficha, inicia a anamnese, leigamente conhecida como perguntação; em seguida, levanta-se para examinar a mulher que, indisfarçadamente surpresa, percebe-o manco. Aí, pronto, tudo desanda! E foi tanto o desandamento que, entre muxoxos e lamúrias, ao sair, ela joga no primeiro lixo os pedidos de exames. Aturdida, sua filha aborda-a: “Que maluquice é essa, mãinha?!”. Maluquice?! Maluca eu seria se entregasse meu mal àquele médico sem competência, pois continuaria manquejante enquanto vida tivesse. Assunte: se ele, sequer, conseguiu curar sua própria enfermidade, vai curar a minha, vai? Oxente!”.

E não parou por aí. De outra feita, um homem chega ao centro cirúrgico, todo desconjuntado. De imediato, é chamado o cirurgião e, logo, toda a equipe apronta-se para a cirurgia. O acidentado olha para o doutor, na realidade, o tal ortopedista, e nota seu andar pender para um lado; uma cisma cutuca-lhe a mente. Súbito, vê outro médico, espécie de assessor do cirurgião, capengando e, então, desesperado, começa gritar: “Tirem-me daqui, senão, pelo andar da carruagem, ou melhor, dos doutores, o próximo manco serei eu. Socorro!”.

2 comentários:

  1. Bom demais, moça!
    Assunte só: com a melhorança da cabeça, hoje já médicos de cadeiras de rodas em pleno exercício! Seria uma correria danada. O paciente até poderia sarar só de ver a cena.
    Adorei!
    A gargalhada também faz bem, segundo alguns ditames da psicologia.
    E, EU SAREI!!!!!
    Há muito não dava umas boas risadas. Nem precisou do profissional da área.
    Beijos da Genaura Tormin

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  2. Ah! que bom, amiga! Você sempre me incentivando com seu carinho grande, hem?! Obrigada!
    Precisamos nos encontrar. Que tal marcarmos um lanche? Escolha o dia.
    Tenha um domingo luminoso, mesmo que não iluminado, por culpa, claro! das nuvens. Beijão afetuoso. Lêda

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